{"id":5323,"date":"2026-03-12T16:29:27","date_gmt":"2026-03-12T19:29:27","guid":{"rendered":"http:\/\/cotrimadvogados-adv-br.umbler.net\/?p=5323"},"modified":"2026-03-12T16:30:19","modified_gmt":"2026-03-12T19:30:19","slug":"stf-publica-acordao-sobre-revisao-da-vida-toda-nos-beneficios-do-inss","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/cotrimadvogados.adv.br\/?p=5323","title":{"rendered":"STF publica ac\u00f3rd\u00e3o sobre &#8216;revis\u00e3o da vida toda&#8217; nos benef\u00edcios do INSS"},"content":{"rendered":"\n<p>O Supremo Tribunal Federal publicou\u00a0nesta quinta-feira (13\/4) o ac\u00f3rd\u00e3o sobre a chamada &#8220;revis\u00e3o da vida toda&#8221; nos benef\u00edcios do INSS. Em dezembro,\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-dez-01\/supremo-valida-revisao-vida-toda-beneficios-inss\" target=\"_blank\">os ministros haviam decidido<\/a>, por maioria de votos, que os aposentados poder\u00e3o usar todas as suas contribui\u00e7\u00f5es, incluindo as recolhidas antes do Plano Real, em 1994, para calcular seus benef\u00edcios.<br><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 \u00e9poca, foi aprovada a tese do ministro Alexandre de Moraes, pouco divergente da do relator, o ministro aposentado Marco Aur\u00e9lio Mello, que afirma que &#8220;o segurado que implementou as condi\u00e7\u00f5es para o benef\u00edcio previdenci\u00e1rio ap\u00f3s a vig\u00eancia da Lei 9.876, de 26\/11\/1999, e antes da vig\u00eancia das novas regras constitucionais introduzidas pela Emenda Constitucional 103\/2019, tem o direito de optar pela regra definitiva caso esta lhe seja mais favor\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela tese,&nbsp;podem pedir a revis\u00e3o aposentados e pensionistas&nbsp;que come\u00e7aram a contribuir com o INSS desde antes de julho de 1994&nbsp;e que se aposentaram entre 1999 e 2019, quando foi aprovada a reforma da Previd\u00eancia pelo Congresso. Caso o aposentado tenha recebido benef\u00edcios por per\u00edodo maior do que esses dez anos, n\u00e3o caber\u00e1 a\u00e7\u00e3o para revis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse direito foi reconhecido para quem teve os maiores sal\u00e1rios anteriores a essa data, e foi prejudicado pela regra de transi\u00e7\u00e3o. Entretanto, trata-se de uma a\u00e7\u00e3o de exce\u00e7\u00e3o e nem todos os segurados t\u00eam direito a essa revis\u00e3o&#8221;, avalia o advogado<strong>\u00a0Jo\u00e3o Badari<\/strong>, especialista em Direito Previdenci\u00e1rio e s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Aith, Badari e Luchin Advogados.<br><\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento de dezembro, seguiram o voto do relator os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, C\u00e1rmen L\u00facia, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. Marco Aur\u00e9lio havia votado no sentido de que, na revis\u00e3o dos benef\u00edcios do INSS, deve prevalecer a aplica\u00e7\u00e3o da regra que considera todas as contribui\u00e7\u00f5es dos aposentados e pensionistas no c\u00e1lculo do benef\u00edcio, e n\u00e3o apenas as feitas depois de julho de 1994, quando o resultado for mais favor\u00e1vel ao segurado.<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre, ent\u00e3o, apontou que \u00e9 preciso garantir ao segurado o direito de optar pela regra que lhe for mais favor\u00e1vel, sob pena de lhe causar grave preju\u00edzo. Os ministros&nbsp;Nunes Marques, Lu\u00eds Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes tiveram votos divergentes e ficaram vencidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso concreto<\/strong><br>Em 1999, a lei que reformou a Previd\u00eancia criou regra de transi\u00e7\u00e3o que, para fins de c\u00e1lculo do benef\u00edcio da aposentadoria, desconsiderou valores recebidos antes do Plano Real. At\u00e9 essa lei, todos os benef\u00edcios eram concedidos com base nas \u00faltimas 36 contribui\u00e7\u00f5es feitas nos \u00faltimos 48 meses antes do pedido de aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o que gerou o ac\u00f3rd\u00e3o publicado pelo STF nesta quinta foi impetrada contra o INSS por um contribuinte do Rio Grande do Sul afetado por essas regras. O pedido foi negado em primeira e segunda inst\u00e2ncias, mas aceito no Superior Tribunal de Justi\u00e7a em 2019, decis\u00e3o que permitiu que pessoas que contribu\u00edram com valores consider\u00e1veis antes de julho de 1994 pudessem utiliz\u00e1-los no c\u00e1lculo do benef\u00edcio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O INSS interp\u00f4s, ent\u00e3o, recurso extraordin\u00e1rio ao Supremo Tribunal Federal. Segundo alegou a autarquia, a n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o da regra da Lei 9.876\/1999 equivaleria \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de\u00a0sua inconstitucionalidade e a exclus\u00e3o do per\u00edodo contributivo anterior foi uma op\u00e7\u00e3o legislativa.<br><br>Fonte: Conjur<br>Disponivel em: https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-abr-13\/stf-publica-acordao-revisao-vida-beneficios-inss<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal publicou\u00a0nesta quinta-feira (13\/4) o ac\u00f3rd\u00e3o sobre a chamada &#8220;revis\u00e3o da vida toda&#8221; nos benef\u00edcios do INSS. 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