{"id":5379,"date":"2026-03-12T17:14:38","date_gmt":"2026-03-12T20:14:38","guid":{"rendered":"http:\/\/cotrimadvogados-adv-br.umbler.net\/?p=5379"},"modified":"2026-03-12T17:14:38","modified_gmt":"2026-03-12T20:14:38","slug":"delacao-nao-pode-ser-usada-isoladamente-para-condenar-por-improbidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/cotrimadvogados.adv.br\/?p=5379","title":{"rendered":"Dela\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser usada isoladamente para condenar por improbidade"},"content":{"rendered":"\n<p>Mesmo sendo considerado meio de prova, o depoimento prestado por delator somente se mostrar\u00e1 h\u00e1bil \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do convencimento judicial se vier a ser corroborado por outros meios id\u00f4neos de prova.<br><br>Com esse entendimento, a 4\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJ-SP) negou recurso e manteve a absolvi\u00e7\u00e3o de Elton Santa F\u00e9 Zacarias, ex-secret\u00e1rio de Infraestrutura Urbana da capital paulista, em um processo movido por improbidade administrativa pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do estado e pela prefeitura da cidade. Segundo o MP, ele teria beneficiado a Odebrecht S\/A, por meio de propina, em uma ordem de servi\u00e7o relativa \u00e0s obras de um t\u00fanel.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro grau, o juiz Fausto Jos\u00e9 Martins Seabra, da 3\u00aa Vara de Fazenda P\u00fablica de S\u00e3o Paulo, julgou a a\u00e7\u00e3o improcedente, indicando que os relatos dos colaboradores, executivos da Odebrecht, possu\u00edam &#8220;profundas incongru\u00eancias em aspectos fundamentais da imputa\u00e7\u00e3o feita ao requerido&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, o MP e a prefeitura paulistana recorreram ao TJ, defendendo que o depoimento de colaboradores em ju\u00edzo consistiria em &#8220;prova oral&#8221; com &#8220;amplo poder probante&#8221;.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Relator do recurso, o desembargador Osvaldo Magalh\u00e3es afirmou que o conte\u00fado da dela\u00e7\u00e3o premiada deve ser confirmado por outras provas produzidas no curso do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado seguiu um entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Habeas Corpus 127.483\/PR: &#8220;o depoimento prestado pelo delator, diferentemente do acordo de dela\u00e7\u00e3o, \u00e9 considerado meio de prova, que, no entanto, somente se mostrar\u00e1 h\u00e1bil \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do convencimento judicial se vier a ser corroborado por outros meios id\u00f4neos de prova.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>As provas, segundo o magistrado, constituem &#8220;<em>conditio sine qua non<\/em>&nbsp;para o uso das declara\u00e7\u00f5es do colaborador como fundamento da eventual condena\u00e7\u00e3o do demandado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o desembargador, &#8220;conquanto a colabora\u00e7\u00e3o premiada seja classificada meio de obten\u00e7\u00e3o de provas, \u00e9 preciso distingui-la dos depoimentos prestados pelo agente delator&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise do caso, Magalh\u00e3es disse que o recurso pedido tinha apenas como fundamento as declara\u00e7\u00f5es de colaboradores (ex-funcion\u00e1rios da empresa).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tem-se que os elementos de prova acostados aos autos n\u00e3o s\u00e3o suficientes para ensejar a condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u pelo ato de improbidade administrativa a ele imputado. Os autores n\u00e3o juntaram aos autos nenhum outro elemento de prova, al\u00e9m das declara\u00e7\u00f5es dos colaboradores, que pudesse corroborar os fatos narrados na peti\u00e7\u00e3o inicial.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa do ex-secret\u00e1rio municipal foi feita pelos advogados\u00a0<strong>Igor Tamasauskas<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Ot\u00e1vio Mazieiro<\/strong>, do escrit\u00f3rio Bottini e Tamasauskas Advogados. &#8220;O Tribunal de Justi\u00e7a adequadamente garantiu que ao ser utilizada a colabora\u00e7\u00e3o premiada, na a\u00e7\u00e3o de improbidade, devem ser assegurados os mesmos direitos inerentes ao \u00e2mbito penal&#8221;, afirmaram os advogados em nota.\u00a0<br><br>Fonte: ConJur<br>Disponivel em: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-jun-08\/delacao-nao-unica-prova-condenar-improbidade\" target=\"_blank\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-jun-08\/delacao-nao-unica-prova-condenar-improbidade<\/a><br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo sendo considerado meio de prova, o depoimento prestado por delator somente se mostrar\u00e1 h\u00e1bil \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do convencimento judicial se vier a ser corroborado por outros meios id\u00f4neos de prova. 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