{"id":5489,"date":"2026-03-12T16:29:32","date_gmt":"2026-03-12T19:29:32","guid":{"rendered":"http:\/\/cotrimadvogados-adv-br.umbler.net\/?p=5489"},"modified":"2026-03-12T16:30:24","modified_gmt":"2026-03-12T19:30:24","slug":"na-falta-de-lei-judiciario-evita-que-coaf-vire-repositorio-de-dados-de-suspeitos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/cotrimadvogados.adv.br\/?p=5489","title":{"rendered":"Na falta de lei, Judici\u00e1rio evita que Coaf vire reposit\u00f3rio de dados de suspeitos"},"content":{"rendered":"\n<p>As posi\u00e7\u00f5es firmadas pelas cortes superiores brasileiras em rela\u00e7\u00e3o ao uso de dados de intelig\u00eancia financeira em investiga\u00e7\u00f5es t\u00eam alcan\u00e7ado um importante objetivo: impedir que os \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o penal tenham \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o um reposit\u00f3rio de informa\u00e7\u00f5es, em desrespeito ao direito fundamental \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de dados.<br><br>Essa \u00e9 a opini\u00e3o de especialistas ouvidos pela revista eletr\u00f4nica\u00a0<strong>Consultor Jur\u00eddico<\/strong>\u00a0depois de mais uma defini\u00e7\u00e3o feita pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a quanto \u00e0 forma de compartilhamento de dados entre \u00f3rg\u00e3os do governo e agentes de persecu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas passado, a 6\u00aa Turma do STJ decidiu que \u00e9&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-ago-29\/policia-nao-pedir-dados-financeiros-direto-coaf-stj\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">il\u00edcita a requisi\u00e7\u00e3o de dados financeiros<\/a>&nbsp;feita pela autoridade policial diretamente ao Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A conclus\u00e3o seguiu a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-fev-09\/mp-nao-pedir-dados-sigilosos-receita-ordem-judicial\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">linha firmada pela 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ<\/a>&nbsp;em 2022, no sentido de que o acesso a essas informa\u00e7\u00f5es s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel mediante autoriza\u00e7\u00e3o judicial pr\u00e9via.<\/p>\n\n\n\n<p>Em comum nesses processos est\u00e1 o fato de que a obten\u00e7\u00e3o dos dados foi feita a pedido do \u00f3rg\u00e3o investigativo \u2014 no precedente da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o, o pedido foi feito pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e0 Receita Federal. Os dados constavam do Imposto de Renda dos suspeitos.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a orienta\u00e7\u00e3o n\u00e3o se enquadra, mas, em vez disso, acaba por complementar o que o Supremo Tribunal Federal julgou&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-dez-04\/stf-fixa-teses-envios-informacoes-receita-mp\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sobre o tema<\/a>. Em 2019, o Plen\u00e1rio decidiu que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-nov-28\/envio-informacoes-receita-sao-constitucionais-decide-supremo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00e9 constitucional o compartilhamento de dados<\/a>&nbsp;entre os \u00f3rg\u00e3os de intelig\u00eancia e fiscaliza\u00e7\u00e3o e o Minist\u00e9rio P\u00fablico&nbsp;para fins penais.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse contato, em regra, \u00e9 feito de of\u00edcio. O Coaf recebe informa\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es financeiras e, se notar ind\u00edcios de crime, prepara relat\u00f3rios e os compartilha com a Receita. Esta, por sua vez, abre procedimento administrativo fiscal e, se identificar ind\u00edcios de sonega\u00e7\u00e3o, fraude ou conluio, aplica multa e encaminha os autos ao MP.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o de intelig\u00eancia tamb\u00e9m pode avisar diretamente o MP ou a autoridade policial se a possibilidade for de crime de lavagem de dinheiro, conforme prev\u00ea o artigo 15 da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9613.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei 9.613\/1998<\/a>&nbsp;. Para todas as demais situa\u00e7\u00f5es \u2014 principalmente as de requisi\u00e7\u00e3o desses dados \u2014, n\u00e3o h\u00e1 qualquer previs\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na opini\u00e3o dos advogados consultados pela&nbsp;<strong>ConJur<\/strong>, o compartilhamento n\u00e3o pode ser feito fora das hip\u00f3teses expressamente autorizadas por lei. Isso porque a prote\u00e7\u00e3o dos dados, elevada a direito fundamental pela Constitui\u00e7\u00e3o, submete-se ao princ\u00edpio da legalidade estrita.<\/p>\n\n\n\n<p>Permitir o preparo de relat\u00f3rios por requisi\u00e7\u00e3o, segundo eles, abriria a brecha para o uso de dados protegidos, ainda que n\u00e3o sigilosos, sem qualquer presta\u00e7\u00e3o de contas. \u00c9 o que tem acontecido na pr\u00e1tica, por causa da&nbsp;incapacidade brasileira de, at\u00e9 agora, estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o precisa entre servi\u00e7os de intelig\u00eancia e \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 preciso ter muito cuidado com essa intera\u00e7\u00e3o, exatamente para garantir que o Coaf n\u00e3o sirva como um reposit\u00f3rio infinito de informa\u00e7\u00f5es que fique \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das autoridades incumbidas da investiga\u00e7\u00e3o criminal&#8221;, avisa o advogado e professor do Instituto de Direito P\u00fablico (IDP)&nbsp;<strong>Ademar Borges<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa&nbsp;<strong>Alaor Leite<\/strong>&nbsp;avalia a posi\u00e7\u00e3o do Judici\u00e1rio sobre o tema como definidora de cautelas procedimentais, com o objetivo de restringir o compartilhamento e de n\u00e3o instrumentalizar o Coaf como um bra\u00e7o onisciente do MP. &#8220;A fun\u00e7\u00e3o do Coaf n\u00e3o \u00e9 perseguir individualmente. E nem poderia ser&#8221;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sem previs\u00e3o legal, que passe pelo juiz<\/strong><br>Apesar de a jurisprud\u00eancia brasileira indicar os limites para o compartilhamento de dados sens\u00edveis, o tema acaba por representar um impasse. Todas as decis\u00f5es citadas foram tomadas por maioria de votos e h\u00e1 ministros que defendem uma interpreta\u00e7\u00e3o mais benevolente com a busca por provas.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, no Brasil, variadas formas de interven\u00e7\u00e3o ou restri\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais admitidas na investiga\u00e7\u00e3o criminal e que s\u00e3o tratadas pela lei de maneira pouco espec\u00edfica ou aprofundada. Um exemplo \u00e9 o fato de, da intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-ago-05\/marielle-faz-justica-ampliar-uso-geo-fencing-investigacoes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">uso do&nbsp;<em>geo-fencing<\/em><\/a>, tudo ser tratado como quebra de dados telem\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a aus\u00eancia completa de previs\u00e3o de requisi\u00e7\u00e3o de dados sigilosos a \u00f3rg\u00e3os como a Receita Federal e o Coaf dificulta at\u00e9 mesmo a an\u00e1lise de um pedido judicial pelo juiz. N\u00e3o h\u00e1 par\u00e2metros para decidir, e nem mesmo os votos divergentes no STJ se prestaram a tanto. Resta uma an\u00e1lise pelo ju\u00edzo de proporcionalidade e o uso da analogia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Clarissa Oliveira<\/strong>, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Cascione Advogados, exemplifica apontando que, se as informa\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas ou telem\u00e1ticas s\u00e3o compartilhadas com \u00f3rg\u00e3os investigativos somente mediante ordem judicial, por analogia seria descabido que o mesmo n\u00e3o fosse aplic\u00e1vel \u00e0s informa\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado e professor da FGV Direito SP&nbsp;<strong>Adriano Teixeira<\/strong>,&nbsp;h\u00e1 um ideia no Brasil de que a autoriza\u00e7\u00e3o judicial basta para salvar qualquer coisa. &#8220;A autoriza\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o supre a autoriza\u00e7\u00e3o legal, porque vige o princ\u00edpio da legalidade. Al\u00e9m disso, aqui estamos tratando de uma interven\u00e7\u00e3o em um direito fundamental \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o informacional.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ademar Borges enxerga a reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o como uma forma de estabelecer um patamar m\u00ednimo de prote\u00e7\u00e3o a esses direitos, ainda que a lei seja frouxa, falha ou inexistente. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, \u00e9 um erro tratar do tema como se fosse exclusivamente ligado ao direito \u00e0 privacidade e ao sigilo banc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Separa\u00e7\u00e3o informacional<\/strong><br>A inc\u00f4moda proximidade entre os cada vez mais atuais e importantes \u00f3rg\u00e3os de intelig\u00eancia financeira e os respons\u00e1veis pela investiga\u00e7\u00e3o criminal \u00e9 um tema atual no mundo todo, mas tem como poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o um modelo bem mais antigo, adotado pela Alemanha em seu processo de &#8220;desnazifica\u00e7\u00e3o&#8221;&nbsp;ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob o controle de Hitler, havia um Estado que detinha poder total: era onisciente e onipresente, o que gerava a possibilidade de agir com base no que sabia. Na redemocratiza\u00e7\u00e3o, o formato escolhido foi o da separa\u00e7\u00e3o informacional para nortear a intera\u00e7\u00e3o entre os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No Estado moderno, quando se concede onisci\u00eancia a um \u00f3rg\u00e3o, n\u00e3o se concede poder. Essa \u00e9 distin\u00e7\u00e3o entre as unidades de intelig\u00eancia financeira e os \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o penal. Quem sabe tudo n\u00e3o pode tudo. E quem pode, n\u00e3o deve saber de tudo&#8221;, explica Alor Leite.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua an\u00e1lise, a possibilidade de contato direto entre intelig\u00eancia financeira e persecu\u00e7\u00e3o penal sugere uma tentativa de desburocratizar a investiga\u00e7\u00e3o em um momento em que ela \u00e9 ainda incipiente. O relat\u00f3rio do Coaf n\u00e3o seria o ato principal, mas um meio de indicar quais dilig\u00eancias posteriores seriam necess\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A ideia de lastrear pedido de busca e apreens\u00e3o em informa\u00e7\u00f5es financeiras obtidas junto ao Coaf sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial soa como&nbsp;<em>fishing expedition<\/em>&nbsp;<em>(pesca probat\u00f3ria)<\/em>&#8220;, critica Clarissa Oliveira. Isso fica claro no caso concreto julgado pela 6\u00aa Turma, em que havia ind\u00edcios de lavagem de dinheiro e a solicita\u00e7\u00e3o ao \u00f3rg\u00e3o de intelig\u00eancia foi de dados referentes a per\u00edodo de seis anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em artigo sobre o tema, Adriano Teixeira afirma que a relev\u00e2ncia das informa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o produto de an\u00e1lise de \u00f3rg\u00e3os como o Coaf no processo penal depende basicamente da licitude do modo de obten\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es aos \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o. E ele&nbsp;contesta seu valor enquanto prova. &#8220;Um relat\u00f3rio desses n\u00e3o tem valor probat\u00f3rio. Ele pode servir como ind\u00edcio para outras investiga\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o \u00e9 uma pe\u00e7a de prova em sentido estrito.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto no caso de envio de dados pela Receita quanto pelo Coaf, a comunica\u00e7\u00e3o ao Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o implica a ocorr\u00eancia de crime. Essa avalia\u00e7\u00e3o cabe exclusivamente ao \u00f3rg\u00e3o investigativo e dever\u00e1 ser submetida ao ju\u00edzo da causa, posteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Ademar Borges, h\u00e1 no Brasil uma grande toler\u00e2ncia com o manejo de meios de obten\u00e7\u00e3o de provas n\u00e3o previstos em lei. &#8220;A gente n\u00e3o pode inferir que exista autoriza\u00e7\u00e3o impl\u00edcita no ordenamento jur\u00eddico para que as autoridades encarregadas se valham de qualquer meio de obten\u00e7\u00e3o de prova que imaginarem poss\u00edvel&#8221;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O meio de prova tem de estar previsto em lei. Especialmente quando restringe o direito fundamental \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de dados.&#8221;<br><br>Fonte: ConJur<br>Disponivel em: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-04\/falta-lei-judiciario-evita-coaf-vire-repositorio-dados\" target=\"_blank\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-04\/falta-lei-judiciario-evita-coaf-vire-repositorio-dados<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As posi\u00e7\u00f5es firmadas pelas cortes superiores brasileiras em rela\u00e7\u00e3o ao uso de dados de intelig\u00eancia financeira em investiga\u00e7\u00f5es t\u00eam alcan\u00e7ado um importante objetivo: impedir que os \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o penal tenham \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o um reposit\u00f3rio de informa\u00e7\u00f5es, em desrespeito ao direito fundamental \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de dados. 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